Dia 29 de abril foi marcado com sangue, lágrimas, desrespeito e medo. Na primeira linha de combate, agentes penitenciários. Logo atrás, estávamos nós - professores, acadêmicos, funcionários. A primeira bomba é lançada aos nossos pés. Um estouro de perder os sentidos. Restava-nos correr! Eram bombas atrás de bombas, tiros atrás de tiros, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, jatos d'água. Como se não bastasse, bombas eram lançadas do helicóptero que sobrevoava a ALEP. A cavalaria, cães e a tropa de choque completavam o massacre no qual o covarde Beto Richa assistia de camarote. Um cenário de guerra que nunca imaginaria presenciar. 213 feridos em duas horas de confronto. O presidente da casa Ademar Traiano (PSDB) diz: "LÁ FORA, O PROBLEMA É DA SEGURANÇA PÚBLICA, NÃO DA ASSEMBLÉIA". O projeto é aprovado com 31 votos a favor. Após a aprovação, policiais se retiram ao som de aplausos de quem permaneceu no Centro Cívico. Cheguei em casa e o silêncio tomou conta. Há algumas horas, ouvindo bombas, gritos, protesto, junto com alarmes de carros disparados. Choro de desespero na cama em meio ao silêncio. Acordava de madrugada assustada com cenas do combate. Este dia ficará marcado no corpo e na alma de quem lá esteve.
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"Em um concurso de cérebros, talvez o pitbull vença comparado ao do governador do Estado" - Comentário de Ricardo Boechat, Jornal da Band.