Acendi um incenso.
Assim, me inspirei...
Não encontro lugar para estacionar,
não consigo fazer o retorno,
vou caminhando até você.
Coração acelera, as pernas estremecem.
Entro pela porta.
Onde você está?
Porta errada.
Saio e finalmente te encontro, e
meus olhos encontram os seus.
MATCH!
Caminho ao seu lado até o carro,
eu no asfalto e você na calçada.
Direita ou esquerda?
Brooklyn, 2015.
‘Então, me fala mais sobre seu projeto?’
Não há algo no papel, mas há algo no coração.
‘Então me fala sobre suas expectativas!’
Não há expectativas, há vontades e sentimentos.
Aqueles que você não pode controlar.
Ninguém consegue domar um coração, não é mesmo?
E entre histórias, sorrisos e olhares,
uma garfada de brownie sela o momento.
Um beijo por tabela.
Você, segurou minha mão.
Eu, segurei o mundo.
Não houve o choque, mas houve algo melhor:
Duas almas se reconheceram.
Mais histórias, mais sorrisos e mais olhares.
Você faz um tsuru.
Eu faço um pedido.
Você faz um coração.
E eu abro o meu.
Você faz uma estrela,
E eu dou um nome.
Direita ou esquerda?
Mil coisas passam pela minha cabeça.
Vejo com minha visão periférica você me olhando.
Seguro sua mão,
trocamos a marcha.
Paramos no semáforo,
trocamos olhares.
Então, aconteceu aquilo que não era para acontecer.
Avançamos o sinal,
do semáforo e o nosso.
Paramos o carro.
E dali em diante, somente nós saberemos.
Um momento único
desfrutado tão gloriosamente.
A timidez ficou para trás,
assim como a resistência.
Isso não é um poema,
mas é uma maneira de falar,
"Não vou voltar tão cedo,
mas vou voltar..."
...
E o incenso terminou...
...