terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Para você que, assim como eu, viaja e 'SÓ' faz mestrado/doutorado...


















Trabalhar parece ser válido somente quando está associado a uma carteira assinada. Pois bem, eu  prefiro um passaporte carimbado, passagens de ônibus, nota fiscal do posto de gasolina, caronas... Eu prefiro sair pelo mundo sem a certeza de um FGTS ou Seguro Desemprego. Para você que está preocupado com a sua (e a minha!) aposentadoria futura, um recado: nós morreremos trabalhando!

Enquanto você possui uma carteira assinada e está na internet lendo isso em vez de estar 'trabalhando', eu devo estar trabalhando e planejando minha próxima viagem. 


- Você não trabalha, só viaja! 

- Pior você que trabalha e não viaja!





terça-feira, 4 de novembro de 2014

Aquilo que eu imaginei...

Leia ouvindo Esperanza - Vai

Querido amor, eu ainda não te conheço. Não sei se você existe. Não sei se você procura por mim, porque eu não estou procurando por você. Gosto de brincar de esconde-esconde, então, quem sabe, você me caça, me acha. Bata o 31 e salve à todos.
Salve à todos, porque esta é a primeira coisa que você deve saber sobre mim. Quando me encontrar, pegarei em sua mão e o levarei à destinos jamais pensados. Isto requer uma única qualidade principal: seja companheiro. Venha comigo, te mostrarei meu mundo. 
Salve à todos, porque cada ser que encontrarmos pelo caminho, deixaremos algo de bom. Seja por uma palavra de consolo, um abraço de conforto, um sorriso. Saberemos das histórias de pessoas que nem imaginamos que poderíamos conhecer. 
Já se imaginou trilhando o Caminho de Santiago de Compostela? Já se imaginou pedalando no deserto do Atacama? Andando de camelo pelo Marrocos? Trabalhando em uma ONG para crianças na África? Meditando na Indonésia? Elevando seu grau de espiritualidade na Índia?
Não? Nunca imaginou? Pois eu, embora não esteja procurando por você, já imaginei.


Você só precisa de uma qualidade principal: Companheirismo. O resto, construímos aos poucos...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Contrariando as Expectativas

Contrariando as expectativas, não morri. E pela primeira vez depois de muito tempo, era até capaz de me sentir vivo. Aquilo de ter sangue nas veias, batimentos cardíacos acelerados. Suar frio. Tremer.

Acontece amigo, é que faz um tempo que enterrei meu coração, e jurei pra mim mesmo que viveria muito bem sem ele. Cavei um buraco bem fundo, coloquei o pobre coitado lá dentro, e tapei com pás de orgulho ferido, sentimentos desperdiçados, sonhos, desejos, vontades, e toda aquela carga dramática inerente a mim.

Passava os dias apaixonado por ninguém, desejando a própria companhia, me arrastando pra cima, e pra baixo. Curtia a minha sombra nas noites de sono, nos filmes românticos, nas letras das canções. Nunca, depois de ter meu coração soterrado, deixei que alguém ocupasse o lugar do “você” nas minhas músicas favoritas.
Depois de um certo tempo sozinho, você começa a banalizar isso de sentimentos. Começa a ver as pessoas como bocas e corpos. Números. Mais um, mais uma, mais uns.

Na verdade, agora percebi que isso de sentir é meio que como andar de bicicleta. Clichê. Você passa anos sem pedalar, até que surge a oportunidade, até que surge alguém que se diz disposto a te segurar para não cair. Te proteger. E lá vai você, receoso da queda, contando os segundos pra desabar, mas com uma vontade imensa de sentir o vento no rosto. E (con)segue.

Ah, como é bom respirar fundo e não sentir mais aquela morbidez gelada de um coração sem ninguém. Como é bom atravessar os dias não pensando naquele vazio do peito, que vez ou outra, a gente é até capaz de preencher com outros vazios. Com outros corações tão puros e ocos quanto os nossos. Com ilusões. Fantasias. Decepções.

Contrariando as minhas próprias expectativas, não morri. E parece que aqui dentro, alguma coisa ressurgiu. Uma chama, um fogo, uma esperança. Algo que diga que eu ainda sou capaz de tentar. De dar minha cara a tapa. De apanhar, mas também de bater. Capaz de me mover e não só, lamentar.

E lá vamos nós. Receosos da queda, contando os segundos pra desabar, mas com uma vontade imensa de sentir o vento no rosto. E (con)seguimos.



- Matheus Rocha

( Texto original: http://www.neologismo.com.br/2014/02/contrariando-as-expectativas.html#more)

segunda-feira, 21 de abril de 2014


Uma estranha que morre a cada dia. Se interna em livros que pouco a confortam. Que merda é essa? Simplesmente um cano de escape furado.   

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Agora aprenda com sua mãe, ou então gaste seus dias mordendo seu próprio pescoço


Chore por si mesmo, meu amigo
Você nunca será o que está em seu coração
Chore, pequeno homem leão
Você não é tão corajoso quanto era inicialmente
Avalie-se e recomponha-se,
Pegue toda a coragem que te sobrou
Desperdiçada em consertar todos os problemas que você criou em sua própria cabeça
(...)
Estremeça por si mesmo, meu amigo
Você sabe que já viu isso tudo antes
Estremeça, pequeno homem leão
Você nunca conquistará nenhuma de suas metas
Sua graça é desperdiçada no seu rosto
Sua audácia permanece sozinha dentre os destroços
Agora aprenda com sua mãe, ou então gaste seus dias mordendo seu próprio pescoço
(...)





quinta-feira, 20 de março de 2014

Todos estamos só de passagem...

Hoje um amigo veio me contar de um sonho.

- Essa noite tinha você no sonho, mas como sempre estava muito fulgaz.

- Fulgaz?

- Não sei, deve ser porque você é assim. (rs)

- Por que você acha isso? Estou sempre rápida?

- Está sempre rápida. Sempre notei isso, pensava como seria se você casasse. Hoje, lembrei disso no
sonho. Você é muito rápida na vida das pessoas, pelo menos eu acho isso. Talvez você seja do mundo, não exista pra ser de um grupo social mais restrito. Penso na questão da família...

- Nossa, mas eu sou muito família. Agora, de grupos socias, reconheço que passo rápido demais, mas cada um fica guardado no meu coração. Fui criada para o mundo...

- Mas então, aí é que está. Eu acho que as pessoas gostariam de ter você sempre por perto. Mas não podem. É como se você estivesse só de passagem.

- Todos estamos só de passagem...

- Na verdade, é assim que sempre me senti... Você é um pássaro mesmo. Vive voando por aí, de tempos em tempos volta. Tá tudo certo. Mas haverá aqueles que precisam de você fixa. e até com os pássaros isso acontece. Eu não sei definir a frustração que eu tenho sobre você. Deve ser porque você não é contínua... Transita, está de passagem. A gente vive de momentos, rápidos encontros.

- Mas nesses encontros você me ensinou a abraçar!

- Viu, que ótimo! Poderá abraçar onde for e ninguém mais vai reclamar (rs)

- E ainda vem falar que passei rápido pela sua vida? Você me ensinou o essencial...

Pensei em escrever sobre a conversa e ele disse...

- Escrever o que? Pra lembrar daqui a 30 anos? (rs)


- Pra saber se você tinha razão... (rs)

- Isso, faça mesmo. Mas vá construindo um destino seguro. Todos nós, né.


***


Se a cada pessoa que eu encontrar, aprender algo, me sinto bem...
Se a cada pessoa que eu encontrar, me ensinar algo, me sinto uma pessoa melhor...

Porque a vida é isso...
Não passa de uma passagem...






quarta-feira, 19 de março de 2014

Notícia de utilidade pública!

Certa vez me perguntaram o porquê eu gosto de me sentir útil. Bem, a resposta é simples: Se sentir útil, é se sentir importante para alguém. Esse alguém, na maioria das vezes, é um estranho, um desconhecido. A busca do amor no desconhecido para suprir um amor esperado de um conhecido. Na realidade, o amor do desconhecido é sempre maior.


Malditas expectativas!






...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

"A saudade maltrata, mas não mata" - Demetrina (90 anos)

Trilha Sonora: People Help The People - Birdy







Acabei de voltar de mais uma das minhas incríveis experiências. Trabalhei com crianças, adultos e idosos. Creches, escolas, APAE e asilo. Dentre todas as atividades, a do asilo me fez sentir algo diferente. 

Mais do que aprender, acabei me encontrando.

Aprendi músicas para cantar para os idosos e poder ver a felicidade no rosto de cada um. Paciência e força para ouvir suas histórias tristes e palavras certas quando soava aquela velha frase: “porque eu estou aqui?”. “Meu filho virá me buscar?”. “Eu voltarei para casa um dia.”. Alegria quando uma história engraçada do tempo de mocidade surgia e tínhamos a chance de ouvir uma gargalhada e sentir a magia daquele momento.

Questiono: como é possível alguém deixar com que aquele que te deu a vida, que cuidou de você, que fez de tudo para você ser a pessoa que é hoje, ficar preso em um asilo?

Preso, porque a porta é trancada.
Preso porque eles não possuem o livre arbítrio de ir aonde bem entenderem.

Chorei! Chorei muito. Emocionada com uma música, ou porque uma daquelas velhinhas lembrava a própria avó. Chorei por não compreender como alguém é capaz de tal atitude de descaso com quem mais o amou. Será que existe um motivo cabível para tal?

Um dia cantando, felizes, alegres e sorridentes. No outro, lágrimas para dar o último adeus a uma das vovós.
O que conforta é a certeza de que ela desencarnou com uma felicidade enorme. Agradeço por ter tido a oportunidade de vê-la sorrir novamente, antes de fechar os olhos e descansar.

Honre seu colete.
Enfrente o mundo,
Mesmo que lágrimas caiam por alguns momentos!

Se você é capaz de transformar a vida de alguém, você é capaz de transformar o mundo.

“Transformar o mundo é uma questão de compromisso”.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

João e Joanna, combinam até no nome!



O que são relacionamentos curtos, mas intensos? Longos, mas monótonos? Você é capaz de amar uma pessoa à primeira vista? À segunda, ou à terceira? Você é capaz de construir o amor?
Acredito que o amor se constrói dia após dia, e assim, passam-se os anos, as décadas... E, àqueles amores à primeira, segunda ou terceira vista, para mim, ficam em um patamar ligado a encarnações anteriores em que as duas almas novamente se encontram... Entretanto, não adianta ser amor à primeira vista, se você não o alimenta.
Ontem (09.01.2014), meus avós fizeram 54 anos de casados! CINQUENTA E QUATRO! Meus irmãos não passaram nem dos 3... Não sei se há 54 anos, eles se amaram à primeira vista, só sei que esse amor é construído até hoje. 

É construído quando tenho a lembrança de minha avó acordando às 5 da manhã para fazer café e sempre levando uma xícara para meu avô na cama. É construído quando, meu avô faz escalda pés em minha avó quando ela está com as pernas inchadas ou quando ela vai para o Guaragi mesmo não gostando muito, mas só porque faz meu avô feliz, pois foi o local onde ele nasceu. É construído quando meu avô acorda de madrugada para fazer massagens na minha avó quando a dor, consequente da artrite reumatóide dela, ataca. O amor é construído quando vejo que quase todos os domingos a família está reunida, ou seja, o amor construído entre o casal reflete na família como um todo. 

Casar, todos podemos. Agora, ter um casamento de ouro, é para poucos.

Parabéns Vó Joanna e Vô Jango! <3

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014


QUERO MAIS MOMENTOS DESTES EM 2014



"Querida amiga, quero desejar-te um ano muito feliz, cheio de amor, amizade, sucesso, aventura,viagens (a portugal, pelo menos)...

Adoro-te e estou sempre a pensar em ti! Espero q gostes da surpresa MISS YOU TOO MUCH!!


(A surpresa é o link, tem vídeo fofinho, juro)" - Joana Costa Pereira.


http://www.magisto.com/album/video/fnZxAgMOQgkfDnIGAA 


Mini naku rhandza, Joana! :)