domingo, 21 de abril de 2013

"Agora dê uma olhada nesse pessoal aí na frente. Estão preocupados, contando os quilômetros, pensando onde irão dormir esta noite, quanto dinheiro vão gastar em gasolina, se o tempo estará bom, de que maneira chegarão aonde pretendem... E, quando terminarem de pensar, já terão chegado aonde queriam, percebe? Mas eles têm que se preocupar e trair seus horários, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas, ou então, a desejos caprichosos angustiados e angustiantes; suas mentes jamais descansam, não encontram paz, a não ser que se agarrem a uma preocupação explícita e comprovada, e, depois de encontrar uma, assumem expressões faciais adequadas, graves e circunspectas, e seguem em frente, e tudo isso não passa, você sabe, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa voando por eles, e eles sabem disso, e isso também os preocupa, num círculo vicioso que não tem fim" - On the road - Jack Kerouac

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Às vezes, o que você espera de alguém é simplesmente ouvir uma única palavra.
Depois de todos os desafios, todas as dificuldades, todos os obstáculos... No final, no final parece que nada do que eu faça  vai te fazer ter orgulho de mim.
O que me resta é levantar a cabeça e esperar que um dia você possa vir, me abraçar e dizer: Parabéns, minha filha! Seu pai tem orgulho de você.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

O Jogo do Contente

Ontem, estava na casa de minha avó onde morei por 16 maravilhosos anos de minha vida. Estar lá é como se um mundo paralelo se construísse em meu cérebro. Passar as tardes com meus avós é como voltar à infância onde não tínhamos que nos preocupar com absolutamente nada, exceto com a quantidade de nescau misturado ao leite.

Quando criança, lembro-me de um livro. O primeiro livro que li com suas 181 páginas. Muitas páginas para uma criança de 8 anos. Não foi dado por ninguém, não sei de onde é sua procedência, muito menos como foi parar em minhas mãos. Sei somente, que minha irmã mais velha, hoje com 30 anos, leu o mesmo livro na infância. Ela conta que encontrou o livro em uma das tantas várias casas que meus avós moraram. Esta casa também se remete à minha infância, entretanto, sem muita intensidade pois tinha meus 4 anos de idade. Este local, "Mina" assim chamada pelo meu avô, pois o mesmo trabalhava em uma mina de talco (Itaiacoca).

Resolvi falar deste livro, pois o procurei por anos e, justamente ontem, minha avó o achou. Mas o que de tão interessante tem esse livro? Tenho certeza que quem o leu, jamais esquecerá de sua história. Não, não é "O Pequeno Príncipe", embora também o considero um clássico da literatura infantil e que todos os adultos deveriam ler.

Ontem, quando minha avó me contou que tinha encontrado o livro no 'rancho' com outras muitas bugigangas, fiquei eufórica. Junto com o livro, também veio cartas escritas por 'namoradinhos' na adolescência. Só as avós para guardar isso para suas netas.

Ela me entregou o livro e a sensação de tocá-lo novamente foi pura nostalgia. Folheei-o tomando cuidado com suas frágeis folhas. Sua data de publicação: 1979. Também, dei uma lida nas cartas entre risadas e pensamentos de como somos bobos quando amamos alguém. Juras de amor eterno estavam escritas. Esta é a prova de que ninguém morre por amor.

Mas que livro é esse? Seu título: 'POLLYANNA' de Eleanor H. Porter, tradução de, nada mais, nada menos que Monteiro Lobato.
À este livro devo a minha infância muito bem vivia, apesar das dificuldades. Para quem o leu, tenho a certeza de que, assim como eu, jamais o esqueceu. Tenho a certeza de que a vida desta menininha chamada 'Pollyanna' influenciou muitas outras vidas de Pollyanna's, Anna's e Adelaine's. O qual aprenderam a ver o lado positivo e otimista da vida. O jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for.

Aqui, deixo uma sugestão de leitura. Tanto para crianças, como para adultos.
Porque, assim como Pollyanna, estarei jogando o 'Jogo do Contente', nem que seja começando com uma muleta.

- Adelaine Ellis Carbonar dos Santos.

Capa do livro: