quarta-feira, 3 de abril de 2013

O Jogo do Contente

Ontem, estava na casa de minha avó onde morei por 16 maravilhosos anos de minha vida. Estar lá é como se um mundo paralelo se construísse em meu cérebro. Passar as tardes com meus avós é como voltar à infância onde não tínhamos que nos preocupar com absolutamente nada, exceto com a quantidade de nescau misturado ao leite.

Quando criança, lembro-me de um livro. O primeiro livro que li com suas 181 páginas. Muitas páginas para uma criança de 8 anos. Não foi dado por ninguém, não sei de onde é sua procedência, muito menos como foi parar em minhas mãos. Sei somente, que minha irmã mais velha, hoje com 30 anos, leu o mesmo livro na infância. Ela conta que encontrou o livro em uma das tantas várias casas que meus avós moraram. Esta casa também se remete à minha infância, entretanto, sem muita intensidade pois tinha meus 4 anos de idade. Este local, "Mina" assim chamada pelo meu avô, pois o mesmo trabalhava em uma mina de talco (Itaiacoca).

Resolvi falar deste livro, pois o procurei por anos e, justamente ontem, minha avó o achou. Mas o que de tão interessante tem esse livro? Tenho certeza que quem o leu, jamais esquecerá de sua história. Não, não é "O Pequeno Príncipe", embora também o considero um clássico da literatura infantil e que todos os adultos deveriam ler.

Ontem, quando minha avó me contou que tinha encontrado o livro no 'rancho' com outras muitas bugigangas, fiquei eufórica. Junto com o livro, também veio cartas escritas por 'namoradinhos' na adolescência. Só as avós para guardar isso para suas netas.

Ela me entregou o livro e a sensação de tocá-lo novamente foi pura nostalgia. Folheei-o tomando cuidado com suas frágeis folhas. Sua data de publicação: 1979. Também, dei uma lida nas cartas entre risadas e pensamentos de como somos bobos quando amamos alguém. Juras de amor eterno estavam escritas. Esta é a prova de que ninguém morre por amor.

Mas que livro é esse? Seu título: 'POLLYANNA' de Eleanor H. Porter, tradução de, nada mais, nada menos que Monteiro Lobato.
À este livro devo a minha infância muito bem vivia, apesar das dificuldades. Para quem o leu, tenho a certeza de que, assim como eu, jamais o esqueceu. Tenho a certeza de que a vida desta menininha chamada 'Pollyanna' influenciou muitas outras vidas de Pollyanna's, Anna's e Adelaine's. O qual aprenderam a ver o lado positivo e otimista da vida. O jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for.

Aqui, deixo uma sugestão de leitura. Tanto para crianças, como para adultos.
Porque, assim como Pollyanna, estarei jogando o 'Jogo do Contente', nem que seja começando com uma muleta.

- Adelaine Ellis Carbonar dos Santos.

Capa do livro:


Nenhum comentário:

Postar um comentário