sábado, 7 de dezembro de 2013

E a vida sorri para mim mais uma vez!



"Imaginando o oceano, as crianças brincam na poça d'água." - Carlos Novais.

Vida simples. Assim posso definir a melhor experiência da minha vida. Milagres acontecem todos os dias. Contesto isso quando lembro de cada sorriso. De cada abraço. De cada obrigado.
Pensar que o ser humano ainda tem jeito. Que a humanidade caminha a passos lentos, mas - graças à Deus - caminha. Caminhar é movimentar-se. É não estagnar. 
O sentido da vida é caminhar. 
Cada um trilha seu próprio caminho. Por ele, pode encontrar pedras, flores, tempo bom ou ruim. Depende do olhar que você dá a ele.
Pelo meio do caminho, você pode pegar atalhos ou desvios, mas que terão o mesmo fim.

E eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo novamente porque encontrei uma curva no meio desse caminho que me leva até os abraços mais quentes, apertados, cheios de amor e consideração que eu já senti. Os abraços de uma criança.  



Moçambique, me aguarde! Estou voltando.








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não deixe – Uma crônica sobre como você colabora com sua infelicidade.


Leia ouvindo  - Rootless Tree - Damien Rice


Seu velho vício. Caminha visivelmente e passa por você como se não enxergasse nada. Como se você fosse o tal fantasma enquanto ele assombra. Você sabe que faz mal e deixa, vai deixando, vai varrendo pra baixo do tapete até que começa a incomodar. Incomoda tanto que de bola de neve à avalanche, vira uma corda no pescoço. No seu, é claro. Você sufoca, pensa em como escapar e espera pelo chute de misericórdia na cadeira: não aguenta mais sofrer, espera pela morte daquele amor todo que virou fardo. E deixa, vai deixando, sem perceber que a parcela ativa da culpa não é só do outro. Você deixou que fosse assim.

Digo porque é mais fácil se desfazer da culpa e venerar um papel de vítima. Digo isso porque é fácil constatar que os seus amigos têm as piores versões do outro – um sanguessuga imoral que rouba a sua vida enquanto você padece na incapacidade de se desvencilhar, justificada pela dependência sentimental dele. Você não depende dele, e nem depende dessa coisa machucada que foi se tornando o monstro escondido no armário. Isso só existe porque você, como bem lembro no início do texto, porque você deixou. A permissão é importante nesses casos. Ninguém faz mal à gente sem permissão pra entrar em casa, não no nível sentimental.

Não deixe, mas também não se prive. Não se esconda e nem evite construir relações futuras por causa de uma única pessoa. O ato de privação aqui pedido é para com o outro. É tão fácil perceber quando o outro se torna âncora em vez de leme. Tão fácil ver numa balança que a parte ruim é maior que a parte boa (se é que essa existe) e você ainda permite que ele avance e fique ali. Deixe-me contar uma coisa: pessoas nocivas são parasitárias. Se alimentam da gente quando a gente não tem cuidado.

Quando a gente se presta a aceitar um amor que não existe só pra tentar calar a solidão com mordaça frouxa. Quando a gente não percebe que a balança ficou desfavorável, ainda que não entendamos nada sobre o signo de libra. Quando as coisas desandam e a gente tenta argumentar com o espelho, tentando desesperadamente justificar o porquê de permitirmos que o outro fique quando tudo – e até mesmo o sentimento que ele nos causa – indica que o melhor e mais saudável é deixá-lo ir. Amor, repito, não é base única de nenhuma relação. E amor, quando usado pra mal, faz com que a gente entre em desvantagem. Numa desvantagem única que não alerta contra possíveis pessoas maliciosas que vão usar desse amor pra ter algum abrigo e alimentação num ciclo parasitário.

No fundo você não precisa nem olhar bem fundo pra ver que te faz mal. Que é uma daquelas relações que só existem porque “você deixa”. Uma daquelas coisas estáticas que não se justifica mais e encontra apoio frouxo e desesperado na primeira justificava pescada do fundo do mar. Você deixa que alguém faça mal a você e que te estacione e ainda se pergunta por que sofre e é infeliz? Longe de tentar jogar a culpa toda em cima de você, afinal de contas, a gente sempre espere que o outro seja honesto e corresponda da melhor forma possível tudo o que a gente deposita sobre ele. Mas, em casos como esse, você colabora pra uma vida mais ordinária. No caso, é a sua vida. A vida de alguém que deveria estar vivendo uma daquelas aventuras sentimentais fantásticas que faz o barco tremer e dá uns sustos, mas não o põe à deriva e anuncia naufrágio sem se preocupar com a tripulação.

- Daniel Bovolento. 



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Há um ano!

E, há um ano, lá estava eu... voltando da melhor experiência da minha vida!

"Em Moçambique, vi, vivi e revivi emoções. Esses olhos já viram a pobreza e também o luxo... Viram a fartura e a fome... A água e a seca... Viram a riqueza e a miséria... A tristeza e a alegria... Mas em especial, viram seres humanos que são felizes pelo que possuem e pelo que são. Sorrisos e gargalhadas que contagiam... Esses olhos que ao verem... Aprenderam o que realmente importa".

A saudologia vive para sempre!!!




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

domingo, 28 de julho de 2013

42 não passa de um número que vem depois do 41 e antes do 43.



Estranhas. Assim seremos uma para a outra daqui a alguns anos. Nossas manias, gostos, prazeres serão outros. Os círculos de amigos, colegas e até inimigos serão outros. Esqueceremos da feição do rosto, das curvas do corpo, do cheiro do cabelo. Não tomaremos mais cafés da manhã na cama. Não dormiremos mais de conchinha. Não olharei mais seu sorriso ao acordar. Algum tempo depois, nem lembraremos mais da preguiça que tínhamos de levantar da cama tão quentinha.  Não comeremos mais queijo, nem ficaremos mais na indecisão de qual vinho comprar no posto de combustível. Não deitarei mais em seu ombro para assistir filme. Não perguntaremos se tem chicletes ou algo doce no carro. Muito menos estaremos dirigindo para mais um QMG. Não teremos que olhar para o mesmo por do sol a partir do mesmo ponto de vista, nem ouvir andorinhas cantarolando por mais um fim de tarde. Não precisaremos juntar as roupas que a cadela carregou e babou enquanto estávamos no sofá. Não precisará mais separar uma toalha para me enxugar depois do banho. Não tirarei mais seu cachecol. Não comeremos mais comida mexicana tão apimentada, muito menos a japonesa. Não escutarei você me elogiando que lavei a roupa e o almoço não estará pronto. Não terei que esperar ansiosa uma visita de quarta feira com ‘bate e volta’, muito menos te fazer esperar por minha pontualidade falha. Aliás, as quartas serão um pouco mais difíceis de serem esquecidas pelo fato de você me acordar nas suas manhãs. Não faremos mais planos de viagens - você cuidando dos animais e eu das crianças. No fim, nunca entenderemos o que aconteceu. Nunca saberemos quem desistiu. A luz se apagou. Com medo de perder, acabamos nos perdendo juntas. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Até quando esperar?



Até quando esperar? Até quando esperar se nada mudou, se nada te importa. Até quando esperar se é complicado te dizer alguma coisa. Até quando esperar, se já se perdeu, se ficou pra trás. Mas não é nossa culpa, não é desculpa. Pois eu sei que uma só força da fração do seu amor, desse amor que só acontece quando realmente se quer, é grande.
É como se fosse um eu te amo na primeira semana. Ouvir um eu te amo na primeira semana faz disparar seu coração. Despeja na corrente sanguínea adrenalina suficiente. Pra você nunca ter que pular de para quedas na vida, te faz sentir vivo. E mesmo sabendo que toda riqueza que anda por aí está nas mãos erradas, que existe corrupção, que existe injustiça, a força de um eu te amo na primeira semana nos dá a certeza de que juntos nós vamos ganhar o mundo Ainda que hoje seja um dia comum...

domingo, 14 de julho de 2013

Charlie - Por que as pessoas boas, sempre escolhem as pessoas erradas?
Bill - Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.
Charlie - E nós podemos mostrar para essas pessoas que elas merecem mais?
Bill - Nós podemos tentar.


- As Vantagens de ser Invisível
 


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um breve discurso...

Eu estava em meu refúgio, em minha fortaleza... Quando a gente cresce, percebemos a importância de termos um porto seguro que vá nos proteger daqueles que podem nos machucar. Mas ainda acredito tanto no amor, como acredito que as pessoas são boas. Eu ainda acredito no ser humano. Acredito que ele ainda pode se tornar algo melhor. Algo que ele sempre sonhou. Mas sonhos são destruídos por uma infinidade de acontecimentos que nos vem como uma enxurrada consequente de uma forte tempestade passageira. 'Eles só estão perdidos', eu grito.
Sempre fui uma criança diferente. Alguém que sempre pensou no outro antes de pensar em si.  Minha mãe dizia que eu apanharia da vida. E ela estava certa. Levaria muitas surras, tombos... Apanharia por me entregar as pessoas, quando elas não estão fazendo o mesmo. Apanharia por não saber a hora certa de dizer a palavra ‘não’.  Apanharia porque as pessoas não sabem mais o que procuram. Não sabem o porquê estão aqui. E eu continuo na esperança de que um dia eles se encontrem...



domingo, 30 de junho de 2013

Procura-se um Amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.


Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.


- V. de Moraes.

sábado, 15 de junho de 2013

Quando você a conhecer, olhe bem nos olhos dela. Não converse sobre coisas fúteis da vida como: o que ela faz, aonde trabalha, qual seu status, e, principalmente, qual seu sobrenome. Pergunte do que ela gosta, que cor prefere, qual sua viagem mais marcante, qual sua banda preferida... Ela pode ser jovem, mas ter um espírito velho e sábio. Saber das coisas do mundo e dar o devido valor para cada uma. O olhar dessa mulher é tão intenso e profundo, mas ao mesmo tempo, um olhar sincero de uma criança. Ele pode expressar coisas que nunca sairão de sua boca. Por isso, seja uma coruja, e o observe. À observe. Observe suas manias, observe do que ela gosta. Observe como ela trata as pessoas. Observe seu sorriso. Mas, acima de tudo, observe seu caráter. Se ela entregar seu coração, sinta-se feliz e alegre, pois ela realmente encontrou a pessoa certa. Entretanto, se ela entregar seu coração, e você não der o devido valor, você não sabe o diamante precioso que acabou de perder. 

terça-feira, 7 de maio de 2013


Eu a deito na cama. Cubro com seu cobertor quentinho. Antes de apagar a luz, sintonizo sua estação de rádio preferida para ouvi-la de madrugada quando o sono foge. Apago a luz. Agora só se houve o som dos carros que estão a passar em frente a casa. Peço à sua benção. E, finalmente, rezo para que aquela noite seja tranquila e que no dia seguinte tudo possa melhorar. 

domingo, 21 de abril de 2013

"Agora dê uma olhada nesse pessoal aí na frente. Estão preocupados, contando os quilômetros, pensando onde irão dormir esta noite, quanto dinheiro vão gastar em gasolina, se o tempo estará bom, de que maneira chegarão aonde pretendem... E, quando terminarem de pensar, já terão chegado aonde queriam, percebe? Mas eles têm que se preocupar e trair seus horários, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas, ou então, a desejos caprichosos angustiados e angustiantes; suas mentes jamais descansam, não encontram paz, a não ser que se agarrem a uma preocupação explícita e comprovada, e, depois de encontrar uma, assumem expressões faciais adequadas, graves e circunspectas, e seguem em frente, e tudo isso não passa, você sabe, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa voando por eles, e eles sabem disso, e isso também os preocupa, num círculo vicioso que não tem fim" - On the road - Jack Kerouac

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Às vezes, o que você espera de alguém é simplesmente ouvir uma única palavra.
Depois de todos os desafios, todas as dificuldades, todos os obstáculos... No final, no final parece que nada do que eu faça  vai te fazer ter orgulho de mim.
O que me resta é levantar a cabeça e esperar que um dia você possa vir, me abraçar e dizer: Parabéns, minha filha! Seu pai tem orgulho de você.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

O Jogo do Contente

Ontem, estava na casa de minha avó onde morei por 16 maravilhosos anos de minha vida. Estar lá é como se um mundo paralelo se construísse em meu cérebro. Passar as tardes com meus avós é como voltar à infância onde não tínhamos que nos preocupar com absolutamente nada, exceto com a quantidade de nescau misturado ao leite.

Quando criança, lembro-me de um livro. O primeiro livro que li com suas 181 páginas. Muitas páginas para uma criança de 8 anos. Não foi dado por ninguém, não sei de onde é sua procedência, muito menos como foi parar em minhas mãos. Sei somente, que minha irmã mais velha, hoje com 30 anos, leu o mesmo livro na infância. Ela conta que encontrou o livro em uma das tantas várias casas que meus avós moraram. Esta casa também se remete à minha infância, entretanto, sem muita intensidade pois tinha meus 4 anos de idade. Este local, "Mina" assim chamada pelo meu avô, pois o mesmo trabalhava em uma mina de talco (Itaiacoca).

Resolvi falar deste livro, pois o procurei por anos e, justamente ontem, minha avó o achou. Mas o que de tão interessante tem esse livro? Tenho certeza que quem o leu, jamais esquecerá de sua história. Não, não é "O Pequeno Príncipe", embora também o considero um clássico da literatura infantil e que todos os adultos deveriam ler.

Ontem, quando minha avó me contou que tinha encontrado o livro no 'rancho' com outras muitas bugigangas, fiquei eufórica. Junto com o livro, também veio cartas escritas por 'namoradinhos' na adolescência. Só as avós para guardar isso para suas netas.

Ela me entregou o livro e a sensação de tocá-lo novamente foi pura nostalgia. Folheei-o tomando cuidado com suas frágeis folhas. Sua data de publicação: 1979. Também, dei uma lida nas cartas entre risadas e pensamentos de como somos bobos quando amamos alguém. Juras de amor eterno estavam escritas. Esta é a prova de que ninguém morre por amor.

Mas que livro é esse? Seu título: 'POLLYANNA' de Eleanor H. Porter, tradução de, nada mais, nada menos que Monteiro Lobato.
À este livro devo a minha infância muito bem vivia, apesar das dificuldades. Para quem o leu, tenho a certeza de que, assim como eu, jamais o esqueceu. Tenho a certeza de que a vida desta menininha chamada 'Pollyanna' influenciou muitas outras vidas de Pollyanna's, Anna's e Adelaine's. O qual aprenderam a ver o lado positivo e otimista da vida. O jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for.

Aqui, deixo uma sugestão de leitura. Tanto para crianças, como para adultos.
Porque, assim como Pollyanna, estarei jogando o 'Jogo do Contente', nem que seja começando com uma muleta.

- Adelaine Ellis Carbonar dos Santos.

Capa do livro:


sábado, 30 de março de 2013

A Confusa Vida de Um Ser Humano

É difícil viver em um mundo como este, pela qual passamos por grandes sofrimentos, grandes quedas e tombos, que muitas vezes causam cicatrizes incuráveis.
Assim é o coração, impossível de ser compreendido e remendado. Quantas vezes tentamos nos esquivar de um sentimento que ao invés de trazer, paz, felicidade e alegria, trás apenas dor, sofrimento e tristeza?
Por que temos que sofrer por amar alguém? Por que o amor não correspondido é como um labirinto escuro e sem direção que causa cada vez mais desespero, à medida que vamos caminhando mais e mais?
Quando se poderá amar com a exata intensidade e certeza de que algum dia esse sentimento será correspondido?
Meu amor por você é doentio e impassível, que compromete meu coração a cada dia por não saber como expressar, falar ou intensificar a dor expressada em meus olhos, por simples medo de errar.
Você, talvez, não seja a pessoa ideal pra mim, mas meu pobre e ingênuo coração te ama loucamente na esperança de que algum dia você sinta o que ele sente por você a cada noite em que se debulha em lágrimas profundas.

Não sei até quando vou aguentar sofrer em silêncio, mas sei que um dia eu vou olhar pra trás e ter a certeza de que valeu a pena ter te amado, pois consegui caminhar por essa vida com a convicção de que você foi importante pra me fazer se tornar a pessoa que sou hoje.
E hoje eu te digo: Apesar de talvez você nunca saber o quão profundo são meus sentimentos, eu tenho certeza de que ninguém, absolutamente ninguém vai te amar do jeito que eu te amo.

Meus olhos não derramam mais lágrima alguma, pois simplesmente estão convictos de que elas não vão te trazer para perto de mim, mas meu coração chora, dói e se parte a toda noite em que eu percebo que mais um dia se foi com uma intensidade de dor mais forte, de não saber como te esquecer.

Desisti de você não por não te amar mais, mas por não ter mais condições de sofrer.
Desculpa se meu coração é ingênuo o suficiente para achar que possa ser correspondido, mas o amor é cego e a loucura o acompanha.

Texto de Deborah Garcia

sexta-feira, 8 de março de 2013

Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali. - Charles Bukowski