domingo, 28 de julho de 2013

42 não passa de um número que vem depois do 41 e antes do 43.



Estranhas. Assim seremos uma para a outra daqui a alguns anos. Nossas manias, gostos, prazeres serão outros. Os círculos de amigos, colegas e até inimigos serão outros. Esqueceremos da feição do rosto, das curvas do corpo, do cheiro do cabelo. Não tomaremos mais cafés da manhã na cama. Não dormiremos mais de conchinha. Não olharei mais seu sorriso ao acordar. Algum tempo depois, nem lembraremos mais da preguiça que tínhamos de levantar da cama tão quentinha.  Não comeremos mais queijo, nem ficaremos mais na indecisão de qual vinho comprar no posto de combustível. Não deitarei mais em seu ombro para assistir filme. Não perguntaremos se tem chicletes ou algo doce no carro. Muito menos estaremos dirigindo para mais um QMG. Não teremos que olhar para o mesmo por do sol a partir do mesmo ponto de vista, nem ouvir andorinhas cantarolando por mais um fim de tarde. Não precisaremos juntar as roupas que a cadela carregou e babou enquanto estávamos no sofá. Não precisará mais separar uma toalha para me enxugar depois do banho. Não tirarei mais seu cachecol. Não comeremos mais comida mexicana tão apimentada, muito menos a japonesa. Não escutarei você me elogiando que lavei a roupa e o almoço não estará pronto. Não terei que esperar ansiosa uma visita de quarta feira com ‘bate e volta’, muito menos te fazer esperar por minha pontualidade falha. Aliás, as quartas serão um pouco mais difíceis de serem esquecidas pelo fato de você me acordar nas suas manhãs. Não faremos mais planos de viagens - você cuidando dos animais e eu das crianças. No fim, nunca entenderemos o que aconteceu. Nunca saberemos quem desistiu. A luz se apagou. Com medo de perder, acabamos nos perdendo juntas. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Até quando esperar?



Até quando esperar? Até quando esperar se nada mudou, se nada te importa. Até quando esperar se é complicado te dizer alguma coisa. Até quando esperar, se já se perdeu, se ficou pra trás. Mas não é nossa culpa, não é desculpa. Pois eu sei que uma só força da fração do seu amor, desse amor que só acontece quando realmente se quer, é grande.
É como se fosse um eu te amo na primeira semana. Ouvir um eu te amo na primeira semana faz disparar seu coração. Despeja na corrente sanguínea adrenalina suficiente. Pra você nunca ter que pular de para quedas na vida, te faz sentir vivo. E mesmo sabendo que toda riqueza que anda por aí está nas mãos erradas, que existe corrupção, que existe injustiça, a força de um eu te amo na primeira semana nos dá a certeza de que juntos nós vamos ganhar o mundo Ainda que hoje seja um dia comum...

domingo, 14 de julho de 2013

Charlie - Por que as pessoas boas, sempre escolhem as pessoas erradas?
Bill - Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.
Charlie - E nós podemos mostrar para essas pessoas que elas merecem mais?
Bill - Nós podemos tentar.


- As Vantagens de ser Invisível
 


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um breve discurso...

Eu estava em meu refúgio, em minha fortaleza... Quando a gente cresce, percebemos a importância de termos um porto seguro que vá nos proteger daqueles que podem nos machucar. Mas ainda acredito tanto no amor, como acredito que as pessoas são boas. Eu ainda acredito no ser humano. Acredito que ele ainda pode se tornar algo melhor. Algo que ele sempre sonhou. Mas sonhos são destruídos por uma infinidade de acontecimentos que nos vem como uma enxurrada consequente de uma forte tempestade passageira. 'Eles só estão perdidos', eu grito.
Sempre fui uma criança diferente. Alguém que sempre pensou no outro antes de pensar em si.  Minha mãe dizia que eu apanharia da vida. E ela estava certa. Levaria muitas surras, tombos... Apanharia por me entregar as pessoas, quando elas não estão fazendo o mesmo. Apanharia por não saber a hora certa de dizer a palavra ‘não’.  Apanharia porque as pessoas não sabem mais o que procuram. Não sabem o porquê estão aqui. E eu continuo na esperança de que um dia eles se encontrem...