Estranhas. Assim seremos uma para a outra daqui a alguns anos. Nossas manias, gostos, prazeres serão outros. Os
círculos de amigos, colegas e até inimigos serão outros. Esqueceremos da feição do
rosto, das curvas do corpo, do cheiro do cabelo. Não tomaremos mais cafés da
manhã na cama. Não dormiremos mais de conchinha. Não olharei mais seu sorriso
ao acordar. Algum tempo depois, nem lembraremos mais da preguiça que tínhamos
de levantar da cama tão quentinha. Não
comeremos mais queijo, nem ficaremos mais na indecisão de qual vinho comprar no
posto de combustível. Não deitarei mais em seu ombro para assistir filme. Não perguntaremos
se tem chicletes ou algo doce no carro. Muito menos estaremos dirigindo para
mais um QMG. Não teremos que olhar para o mesmo por do sol a partir do mesmo
ponto de vista, nem ouvir andorinhas cantarolando por mais um fim de tarde. Não
precisaremos juntar as roupas que a cadela carregou e babou enquanto estávamos
no sofá. Não precisará mais separar uma toalha para me enxugar depois do banho. Não tirarei mais seu cachecol. Não comeremos mais comida mexicana tão apimentada,
muito menos a japonesa. Não escutarei você me elogiando que lavei a roupa e o
almoço não estará pronto. Não terei que esperar ansiosa uma visita de quarta
feira com ‘bate e volta’, muito menos te fazer esperar por minha pontualidade
falha. Aliás, as quartas serão um pouco mais difíceis de serem esquecidas pelo
fato de você me acordar nas suas manhãs. Não faremos mais planos de viagens -
você cuidando dos animais e eu das crianças. No fim, nunca entenderemos o que aconteceu.
Nunca saberemos quem desistiu. A luz se apagou. Com medo de perder, acabamos nos perdendo juntas.
domingo, 28 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Até quando esperar?
Até quando esperar? Até quando esperar se nada mudou, se nada te
importa. Até quando esperar se é complicado te dizer alguma coisa. Até quando
esperar, se já se perdeu, se ficou pra trás. Mas não é nossa culpa, não é
desculpa. Pois eu sei que uma só força da fração do seu amor, desse amor que só
acontece quando realmente se quer, é grande.
É como se fosse um eu te amo na primeira semana. Ouvir um eu te amo na
primeira semana faz disparar seu coração. Despeja na corrente sanguínea
adrenalina suficiente. Pra você nunca ter que pular de para quedas na vida, te
faz sentir vivo. E mesmo sabendo que toda riqueza que anda por aí está nas mãos
erradas, que existe corrupção, que existe injustiça, a força de um eu te amo na
primeira semana nos dá a certeza de que juntos nós vamos ganhar o mundo Ainda
que hoje seja um dia comum...
domingo, 14 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Um breve discurso...
Eu estava em meu refúgio, em minha fortaleza... Quando a gente cresce, percebemos a importância de termos um porto seguro que vá nos proteger daqueles que podem nos machucar. Mas ainda acredito tanto no amor, como acredito que as pessoas são boas. Eu ainda acredito no ser humano. Acredito que ele ainda pode se tornar algo melhor. Algo que ele sempre sonhou. Mas sonhos são destruídos por uma infinidade de acontecimentos que nos vem como uma enxurrada consequente de uma forte tempestade passageira. 'Eles só estão perdidos', eu grito.
Sempre fui uma criança diferente. Alguém que sempre pensou no outro antes de pensar em si. Minha mãe dizia que eu apanharia da vida. E ela estava certa. Levaria muitas surras, tombos... Apanharia por me entregar as pessoas, quando elas não estão fazendo o mesmo. Apanharia por não saber a hora certa de dizer a palavra ‘não’. Apanharia porque as pessoas não sabem mais o que procuram. Não sabem o porquê estão aqui. E eu continuo na esperança de que um dia eles se encontrem...
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