quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Foi estranho entrar em sua casa e não te encontrar sentada assistindo novena ou te encontrar mexendo nas panelas ouvindo rádio... Este era nosso ritual diário, lembra? Eu chegava e perguntava qual seria o cardápio do dia e você logo soltava: 'pelo amor de Deus, não aguento mais purê!'. Para não perder o costume, fiz purê simplesmente porque ele lembra você. O vô elogiou e falou que a carne estava no ponto como ele gosta, um pouco queimado na parede da panela. Você melhor do que ninguém sabe que cozinhar não é meu forte, mas foi o ato de cozinhar que nos aproximou. Quero um dia te encontrar e perguntar: 'vó, quanto de sal eu coloco?'. Como dizem, cozinhar é um ato de amor... e, então, eu te amo. 


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